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In.Ao – Inovando Angola. Um projecto de caracter social, retratando Angola de Cabinda ao Cunene, para o melhor da vida social dos angolanos.

21/10/2024

Presidente do MPLA convoca Conselho de Honra para preparação do VIII congresso

O presidente do MPLA, João Lourenço, convocou o Conselho de Honra do partido, para uma reunião a realizar-se na próxima sexta-feira, 25, soube hoje, o JA Online.

Segundo um comunicado de imprensa, no decurso da reunião, o Conselho de Honra do MPLA, será informado sobre a preparação do VIII Congresso Extraordinário do MPLA, mormente as Bases Gerais do Congresso, Convocatória, Programa Geral do Congresso, a composição e o regimento da Comissão Nacional Preparatória e suas Sub-Comissões, o Cronograma Indicativo de Acções para o Congresso e a Estrutura da Tese: "MPLA-da Independência aos Nossos Dias: O Desafio Futuro".

O Conselho de Honra, explica a nota, tomará conhecimento da Resolução do Comité Central que orienta a Extinção e Criação de Órgãos e Organismos no ano 2024, sob o quadro da Nova Divisão Divisão Política Administrativa de Angola.

"Será prestado igualmente uma Informação sobre os níveis da produção nacional e a segurança alimentar em Angola", refere o documento consultado pelo JA Online.

Por fim, o comunicado destaca, igualmente, que o Conselho de Honra será informado sobre o Programa das Comemorações dos 50 anos da Independência de Angola.

Por JA.

16/10/2024

O ESTADO DA INFLAÇÃO NO REINO

A inflação em Angola fixou-se em 29,93%, em Setembro, um aumento de 14,92 pontos face ao período homólogo de 2023, enquanto a inflação mensal voltou a acelerar após quatro meses de descidas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.

O Índice de Preços no Consumidor (IPC) nacional referente a Setembro do ano em curso mostra uma variação de 1,63% face a Agosto, correspondente a um incremento de 0,02 pontos percentuais, invertendo a desaceleração que se vinha verificando desde Maio.

Os dados indicam que as províncias que registaram maior variação mensal nos preços foram o Bengo, Cabinda e Namibe.

Os sectores com maior peso no aumento de preços em Setembro foram a educação com 4,10%, lazer, recreação e cultura com 2,25%, hotéis, cafés e restaurantes com 2,23% e saúde com 2,21%.

O documento salienta que no período em análise a classe alimentação e bebidas não alcoólicas contribuiu para o aumento do nível geral de preços com um ponto percentual, seguida das classes bens e serviços diversos com 0,10 pontos percentuais, saúde e educação com 0,09 pontos percentuais cada, vestuário e calçado e hotéis, cafés e restaurantes com 0,07 pontos percentuais cada.

O resultado mais imediato da desvalorização do kwanza é o aumento dos preços. Uma moeda fraca é uma moeda sem circulação monetária fora das fronteiras de Angola, longe de afectar exclusivamente os preços dos bens e serviços importados, afecta também todos os preços internos, inclusive dos bens produzidos nacionalmente. A razão é óbvia: se a moeda enfraquece face a outras moedas congéneres estrangeiras, isso significa, por definição, que passa a ser necessário ter uma maior quantidade de moeda nacional para adquirir o mesmo bem ou serviço importado.

Bens produzidos nacionalmente também encarecem, pois as indústrias produtoras utilizam bens e serviços importados ou, no mínimo, peças importadas. Uma simples empresa que utiliza computadores e precisa continuamente de comprar peças de reposição vivenciará um grande aumento de custos.

Pior ainda: os preços dos alimentos são directamente afectados pela desvalorização da moeda. Com a desvalorização do Kwanza, no mercado internacional, a aquisição de petróleo, café, bananas, diamantes, etc. ficou muito mais barata para os estrangeiros com moeda mais forte.

Consequentemente, as empresas e produtores angolanos dessas matérias-primas passaram a vendê-las em maior quantidade para o mercado externo, gerando uma diminuição da sua oferta no mercado interno e um aumento dos seus preços pela escassez de bens e serviços em Angola.

A desvalorização cambial mexe com toda a estrutura de preços da economia, aumentando a taxa de inflação, reduz o poder de compra dos consumidores, gera aumento das taxas de juro do banco central, encarecendo o preço do dinheiro na banca comercial, entre outras consequências directas e indirectas.

Qualquer moeda é antes de tudo um meio de troca, substituindo a troca directa de bens por bens, como era feita há muitos séculos. É através da moeda corrente que permite os cálculos de custos e proveitos de projectos e investimentos.

Sendo o Kwanza uma moeda de circulação fechada, instável, sendo das moedas que mais caiu em valor, influencia negativamente a vontade de investir num país com este critério depreciativo.

Quando investidores investem — principalmente os estrangeiros —, eles estão, na prática, a comprar um fluxo de renda ou lucro futuro. Para que investidores (nacionais ou estrangeiros) invistam capital em actividades produtivas, eles têm de ter um mínimo de certeza e segurança de que terão um retorno positivo.

Mas se a unidade de conta é diariamente distorcida e desvalorizada, se a sua definição é flutuante, há apenas incerteza no lado do investidor, independentemente da sua origem. Se um investidor não faz a menor ideia de qual será a definição da unidade de conta no futuro (sabendo apenas que seu poder de compra certamente será bem menor), o mínimo que ele irá exigir serão retornos altos num curto espaço de tempo, também por isso os preços e margens aplicadas em Angola terão que ser necessariamente maiores para compensar possíveis desvalorizações da moeda.

E há outro factor: uma moeda estável cria as condições necessárias para a transferência de conhecimento. O conhecimento acompanha o investimento: o capital estrangeiro vem acompanhado de conhecimento estrangeiro.

Se um país desvaloriza continuamente a sua moeda, ele está a dar um sinal claro aos investidores estrangeiros: mantenham o vosso capital e conhecimento noutros países.

O máximo a que um país de moeda fraca pode aspirar é utilizar para fins de curto prazo o capital puramente especulativo (o chamado “hot money”).

Um país de moeda forte e estável envia um sinal bem diferente ao mundo: “tragam o vosso dinheiro; mandem para cá os vossos especialistas; construam as vossas fábricas aqui; ensinem-nos tudo o que vocês sabem; e riqueza que vocês criarem aqui voltará para vocês multiplicada e numa moeda que mantém o seu valor”.

E é exactamente por isso que uma moeda forte e estável é indispensável para o crescimento económico. Quando a moeda é estável, investidores têm mais incentivos para se arriscar e financiar ideias novas e ousadas; eles têm mais disponibilidade para financiar a criação de uma riqueza que ainda não existe. O investimento em tecnologia é maior. O investimento em soluções ousadas para a saúde é maior. O investimento em infra-estruturas é maior.

Quando a moeda é instável – ou passa por períodos de forte desvalorização -, os investidores preferem refugiar-se em investimentos tradicionais e mais seguros, como títulos do governo, ouro, etc.. Neste cenário, não há segurança para investimentos de longo prazo, que são os que mais criam riqueza.

É exactamente por isso que, em países cuja moeda tem histórico de alta desvalorização, (alta inflação de preços), são raros os investimentos vultosos de longo prazo. É por isso que, em países cuja moeda tem histórico de alta desvalorização, os juros são altos. É por isso que, em países cuja moeda tem histórico de alta desvalorização, os bens produzidos são de baixa qualidade. É por isso que, em países cuja moeda tem histórico de alta desvalorização, as pessoas são mais pobres.

Segundo alguns economistas, a desvalorização do câmbio é o segredo para impulsionar a indústria e o sector exportador de qualquer país.

Ao desvalorizar-se o câmbio, segundo eles, as exportações são estimuladas e, liderada por um aumento nas exportações, a indústria volta a produzir e, por conseguinte, toda a economia volta a crescer.

O primeiro grande problema é que, no mundo globalizado em que vivemos, vários exportadores são também grandes importadores. Para fabricar, com qualidade, os seus bens exportáveis, eles têm de importar máquinas e matérias-primas de várias partes do mundo. Uma mineradora e uma siderúrgica têm de utilizar maquinaria de ponta para fazer seus serviços. E elas também têm de comprar, continuamente, peças de reposição. O mesmo vale para qualquer indústria.

Se a desvalorização da moeda fizer com que os custos de produção aumentem – e irão aumentar -, então o exportador não mais terá nenhuma vantagem competitiva no mercado internacional.

Por Folha 8 com Lusa.

Photos from In.Ao's post 07/10/2024

Mauro dos Anjos cria um braço-de-ferro de ligação entre a PGR e a SIC Talatona.

O cidadão Mauro dos Anjos, é familiar directo do Isaac Francisco Maria Dos Anjos, antigo ministro angolano da Agricultura e Desenvolvimento Rural no governo de 1994 de José Eduardo dos Santos, antigo Governador Provincial do Benguela, Namibe e Huíla, Embaixador, PCA de Fundos de Pensões Deputado à Assembleia Nacional, e actual Secretário do Presidente da República para o Sector Produtivo.

Este mesmo cidadão, que atende com o nome de Mauro dos Anjos, é acusado em sede de processo de lesar mais de 100 cidadãos, com mandado de busca e captura desde Março de 2024, porém não se efectiva, pois o mesmo tem efectivos do SIC Talatona lhe dando protecção e o mesmo gaba-se disso.

Sem arrependimentos, o cidadão Mauro dos Anjos, até hoje, continua com as suas práticas de burlas, já tendo lesado mais 34 pessoas desde a sua saída misteriosa da cadeia em Fevereiro. Ele leva uma vida luxuosa, com champanhe, carros de luxo, roupas de grife, nos melhores restaurantes da cidade, exibe sem medo e receio.

Mauro dos Anjos é protegido pelo SIC através do "Chefe de Linhas Operativas", o Intendente de investigação Criminal Mondland e o chefe do SIC Talatona Teodoro, a quem o mesmo afirma receber uma quantia por suas acções criminosas, o que explica o não cumprimento do mandado emitido pela PGR junto ao SIC Geral.

Já são mais 80 lesados, a fazer um trabalho independente de acompanhamento, para resolução desta situação lastimável, que pode resultar em justiça por mãos próprias, visto que o grupo não mostra sinais de arrependimento, continua com as mesmas práticas e nunca tentou reparar o dado junto dos lesados, ignorando tudo e todos fazendo crer que o país não tem regras para familiares de membros do executivo.

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