Lidia Ribeiro
Sou Lídia Ribeiro, Psicanalista com foco em escuta clínica e compreensão dos processos inconscientes. Vamos juntos?
29/05/2026
Às vezes, tomar uma decisão não é a parte mais difícil.
Difícil mesmo é sustentar a escolha quando surgem as dúvidas, o medo e a vontade de voltar para aquilo que já era conhecido.
Toda mudança mexe com a nossa identidade, com os nossos vínculos e com a versão que fomos até aqui. Por isso recomeçar exige coragem. Exige suportar o desconforto do processo sem desistir de si.
Existem dores que precisam ser atravessadas para que a vida volte a florescer. 🌻
Recomeçar não é fraqueza.
É escolher não permanecer onde a alma já não consegue mais habitar. ✨
Lídia Ribeiro | Psicanalista
27/05/2026
“Por que é tão difícil sair de um relacionamento tóxico?”
Muitas pessoas se perguntam isso… e, muitas vezes, acabam julgando quem permanece.
Mas a verdade é que relações com pessoas narcisistas costumam envolver manipulação emocional, culpa, medo, confusão e uma dependência afetiva muito profunda.
No começo, geralmente existe excesso de atenção, de promessas, de intensidade… a pessoa se sente vista, amada, especial.
Depois, aos poucos, começam as críticas, o controle, o afastamento, o silêncio, a desvalorização. E isso vai abalando a autoestima de forma silenciosa.
Quem vive esse tipo de relação muitas vezes não f**a porque quer sofrer.
F**a porque está emocionalmente presa numa dinâmica de esperança, medo, culpa e carência emocional.
Existe também um ponto muito importante: muitas feridas da infância podem fazer com que a pessoa normalize relações onde precisa implorar por amor, atenção ou validação.
Sair de um relacionamento tóxico não depende apenas de “força de vontade”.
Depende de consciência, apoio emocional e reconstrução da autoestima.
E, principalmente: ninguém merece viver um amor que machuca mais do que acolhe.
Lídia Ribeiro | Psicanalista
26/05/2026
A falta de cuidado emocional também traumatiza.
Nem toda infância difícil foi marcada por gritos ou violência explícita.
Às vezes, o trauma veio da ausência.
Da falta de atenção.
Da falta de validação.
Da falta de um olhar amoroso que dizia:
“Eu vejo você.”
“Você importa.”
“Seus sentimentos fazem sentido.”
Crianças que cresceram precisando ser fortes o tempo todo, cuidar dos outros, engolir emoções e sobreviver em ambientes emocionalmente confusos, muitas vezes aprenderam a se desconectar de si mesmas para manter os vínculos.
E então, na vida adulta, passam a amar tentando salvar, agradar, carregar, sustentar…
Porque aprenderam que o amor precisava ser conquistado.
A dependência emocional não nasce do nada.
Ela muitas vezes é construída em histórias onde faltou acolhimento, segurança emocional e presença afetiva.
Por trás da necessidade intensa do outro, existe quase sempre uma criança que nunca se sentiu suficientemente amada, validada ou protegida.
Curar isso não é apenas mudar comportamentos.
É olhar para a raiz.
É acolher a própria história.
É aprender, talvez pela primeira vez, que amor saudável não exige abandono de si.
Lídia Ribeiro | Psicanalista
14/05/2026
Tem gente que procura a análise querendo respostas rápidas, fórmulas prontas e atalhos para a dor.
Mas o inconsciente não funciona na velocidade da pressa.
A psicanálise leva o tempo necessário para que aquilo que foi silenciado possa finalmente ser escutado.
E muitas vezes, o que prolonga o processo não é a análise… é a resistência em olhar para si mesmo.
Fugimos da dor, repetimos padrões, evitamos certas verdades, e tudo isso cobra seu preço no tempo da elaboração.
A análise não é uma corrida.
É um encontro profundo com aquilo que fomos, somos e ainda podemos ser.
Lídia Ribeiro | Psicanalista
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