SEM LUVAS Podcast
🎙️ SEM LUVAS | Transparência radical na saúde 🇲🇿
Médicos e cidadãos em diálogo direto sobre ética, direitos e realidade do SNS. Sem filtros, apenas a verdade.
Você sabia que estimativas apontam que cerca de 55% da população moçambicana tem um telemóvel ou acesso a um telemóvel?
Em matemática para leigos, isso quer dizer que 1 em cada 2 moçambicanos tem um telemóvel ou acesso a um telemóvel.
Mas por que falar de telemóvel numa página sobre saúde?
Existe um grande problema no registo histórico de informação dos pacientes, o que faz com que as pessoas atendidas em ambulatório (apenas alguns pacientes com doenças crónicas têm processo clínico na unidade sanitária) não tenham o devido seguimento das suas doenças, principalmente quando mudam de provedor de saúde, correndo o risco de repetir exames sem necessidade e até receber a mesma prescrição que não funcionou da última vez.
Que tal se os profissionais de saúde tirassem um tempinho no fim da consulta para escrever no telefone do paciente os achados relevantes (clínica, exames feitos, tratamento prescrito)?
Isso pode ficar na caixa de mensagens (rascunhos) ou mesmo num WhatsApp que o paciente enviou para si mesmo, e da próxima vez que for ao hospital, terá alguma coisa para mostrar ao provedor que o vai atender.
Você gostou dessa ideia?
Todo o profissional de saúde deveria meditar diariamente nestes três princípios básicos da bioética:
• Primum non nocere
(Primeiro, não causar dano.)
- Antes de qualquer intervenção, garantir que não estamos a piorar a condição do paciente.
• Bonum facere
(Fazer o bem)
- Actuar sempre no melhor interesse do paciente, promovendo a sua saúde e bem-estar.
• Aegrotum curare
(Cuidar do doente)
- Tratar a pessoa como um todo, não apenas a doença, mas também a sua dignidade.
💪
Clique aqui para solicitar o seu anúncio patrocinado.