Moyaner Peaceful
“O poeta que se perdeu por se achar”
CEO da Filopatia Peace's, uma agência de Literatura (Matola) +48 membros. Aniversário: 27 de Dezembro
Formação: Lic.
15/02/2026
Prometera a mim mesmo que depois da CASA DOS 20, saía da CASA DOS PAIS “...”
Mas, agora pago a um preço ESTRANGEIRO, se cá me NOTAS é porque não há METICAIS.
“Pobre nos Pais e rico no espírito —, espírito herdado dos pais.
E o pai Deus promete-me a TERRA, mas é TERRENO que tira-me a PAZ”.
— Eu tenho mãe que me ama bastante mas, também ama falar, disse:
“FILHO, se te AGRADA não te AGRIDE;
Se for SAGRADO então é SEGREDO;
Se for AMADO não DÁ MEDO,
Pega DADOS nestes DEDOS e escuta: SE A VIDA FOR UM JOGO ENTÃO É JOGO DE AZAR“
Mas aposte.💜
Moyaner Peaceful
25/11/2025
Por um destino doce, dêem mel a Nina
O mundo sempre gostou de erguer palcos onde a própria cegueira pudesse desfilar como virtude. Inventou para si a habilidade de medir a essência alheia com balanças enferrujadas, como se fosse possível traduzir a dignidade em gramas de opinião. Não há surpresa nisso: a humanidade sempre teve a estranha mania de confundir o brilho com ameaça, a claridade com pecado, a diferença com algum tipo de erro cósmico que precisa ser corrigido a golpes de julgamento.
Foi nesse cenário de olhos que não veem e bocas que gritam que surgiu a velha máxima: “por um destino doce, dêem mel a Nina”. Uma frase que, de tão simples, se tornou perigosa. Porque quem a ouvia entendia nela uma ordem para adoçar, suavizar, acalmar. Mas quem a observava com mais rigor percebia que não se tratava de doçura alguma — tratava-se de restituição. De devolver aquilo que nunca deveria ter sido retirado: a justa medida de atenção, a justa porção de visibilidade, a justa textura da consideração humana.
E, no entanto, o mundo continuou a agir como quem distribui o essencial em migalhas, como se o ato de dar mel fosse um favor concedido ao acaso, e não uma reparação mínima. Assim, criou-se toda uma ciência social invertida, onde alguns se davam ao luxo de estabelecer escalas de relevância. Escalas essas que, ironicamente, revelavam mais sobre a pobreza moral de quem julgava do que sobre aqueles que eram alvo do julgamento. Porque os julgadores, esses, eram especialistas em fabricar sombras nas costas dos outros para não enfrentar as próprias.
“Dêem mel a Nina”, repetia-se — mas não o mel açucarado dos favos, não o mel superficial da gentileza performativa. O mel aqui era outra coisa: uma metáfora espessa, quase mineral, que se confundia com aquela substância primordial que dá à visão o contorno das dimensões. Um mel que não adoça, mas revela. Que não acalma, mas equilibra. Que não disfarça, mas devolve. Mel que, por sua densidade, se cola ao que é justo. Mel que, por sua cor indefinível, carrega o peso daquilo que deveria ser comum, mas não é.
Assim nasceu a ambiguidade — entre o mel dado a Nina e aquilo que Nina sempre representou. Alguns ouviam “mel”, outros ouviam “mel-a-nina”, como se a frase carregasse, por baixo da superfície, uma fórmula ancestral para reconstruir um tipo de harmonia que a humanidade insiste em quebrar. Quem compreendia essa sobreposição percebia que o apelo não era sobre doçura, mas sobre igualdade. Não era sobre oferecer algo novo, mas restituir algo que sempre foi dela. E esse gesto, tão simples em aparência, tornava-se enorme diante da miséria moral dos que, por hábito ou vaidade, ainda acreditavam que tinham autoridade suficiente para medir, criticar, ou classificar aquilo que jamais entenderam.
O verdadeiro problema — e isso sempre me parece evidente demais para ser dito — é que muitos desses julgadores confundem o ato de enxergar com o ato de possuir. Acham que olhar para alguém lhes concede o direito de decidir o valor dessa pessoa. E quando percebem que o brilho alheio não corresponde ao que esperavam, recorrem à velha tática: diminuem o que não compreendem e exaltam a própria ignorância. Não deixam de falar, não deixam de apontar, não deixam de supor. Mas tudo isso apenas denuncia o que sempre foi claro: não lhes falta visão; falta-lhes a substância que sustenta a visão. Falta-lhes mel. Falta-lhes mel-a-nina.
E é aqui que a frase retorna, circular, insistente, quase ritualística: “por um destino doce, dêem mel a Nina”. Dêem-na de volta ao lugar que tentaram roubar-lhe. Dêem-na ao centro da narrativa. Dêem-na o que sempre foi seu. Dêem-na a densidade que nunca deveria ter sido desfeita. Porque, sem isso, o mundo continua a repetir a própria crueldade, e alguns continuam a caminhar lado a lado com suas sombras como se fossem coroas.
Eu, por minha vez…
bem, eu sempre defendi — ou talvez eu tenha apenas pensado que defendi,
não sei se devia explicar isso, ou se devo evitar,
porque às vezes o que eu tento dizer parece contrariar aquilo que eu quero manter,
e eu acabo criando conclusões que…
enfim, eu prefiro não…
ou talvez sim…
mas não agora.
Ou talvez eu tenha dito tudo sem querer dizer.
Ou não.
Não sei.
Mas o mel — isso eu sei — deve ser dado.
Ainda que alguns não entendam por quê.
19/10/2025
🎓 TRIBUNA UNIVERSITÁRIA – QUARTA SESSÃO 🎓
🗓 Quando: 24/10/2025 ⏰ Hora: 10:30
📍 Onde: Sala 205-FLCS
💭 Tema em Debate:
*A origem e o papel social das universidades: Uma análise das metamorfoses históricas e o seu papel na inclusão social*
🔥 Este não é um debate comum. Aqui, a sua voz importa. Não venha apenas ouvir — venha desafiar, refletir e construir conhecimento junto. Cada pergunta, cada comentário, cada ideia vai fazer a diferença.
👤 Moderador: Moyaner Peaceful – Estudante de Licenciatura em Sociologia na Universidade Eduardo Mondlane
👤 Orador: Benedito J. da Florência. — Estudante da licenciatura em História na Universidade Eduardo Mondlane
❗ Oportunidade única de influenciar a forma como pensamos e aprendemos na universidade.
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03/10/2025
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