Bombeiro_Capoeira
Acima de qualquer coisa que eu seja, sou filho de Deus!
25/12/2025
SOMOS PESSOAS ANTES DA CAPOEIRA...
A vaidade do homem é silenciosa, mas perigosa. Ela começa como autoestima e, sem que se perceba, transforma-se em armadilha. Quando cresce demais, cega o olhar e o coração, e o homem passa a medir o seu valor pela necessidade de se impor e de parecer superior. É aí que o ego assume o controle e o caminho começa a desviar.
O ego cria a ilusão de grandeza, mas empobrece o espírito. Faz acreditar que é preciso pisar para subir, diminuir o outro para brilhar, competir em vez de construir. Onde deveria haver partilha, nasce a disputa; onde deveria haver aprendizado, surge a soberba. E assim se perde a humildade, que é a base de qualquer crescimento verdadeiro.
Dentro da capoeira, isso dói ainda mais.
A capoeira nasceu da resistência, da união e do respeito, não para alimentar vaidades. No entanto, muitas vezes o jogo vira palco, o axé vira ego e o saber vira ferramenta de afirmação pessoal.
Há também a ferida silenciosa de muitos africanos: a necessidade de provar “externamente” que somos capazes, que valemos, que podemos. Quando buscamos validação externa, esquecemos a força da nossa identidade e das nossas raízes.
E no meio de tudo isso, não podemos perder algo essencial: as pessoas. Escolas, grupos e bandeiras passam, mas os laços humanos devem permanecer. Amizades não deveriam terminar porque alguém mudou de escola ou decidiu seguir outro caminho na capoeira (apesar de que muitas vezes só terminam por imaturidade, indiferenças, desvalorização...); o respeito e consideração precisa continuar mesmo quando os caminhos se separam!
Porque no fim, o verdadeiro não é o que se coloca acima, mas o que sabe manter pontes, não muros; que caminha com humildade, honra as relações e entende que crescer não é subir sozinho, mas seguir inteiro com os outros. O amanhã é desconhecido!!
́movimento
26/08/2025
Para chegar à 10 é preciso ter o 1; ninguém nasce grande (talvez os monstros) e todo percurso tem uma história. Nenhuma história deve ser ignorada, por mais difícil que seja ou tenha sido.
Geralmente apreciamos o que é bom, mas o que não é também faz parte da história, aliás, aprendemos mais com o que não é bom do que com o que é, a vida é assim meu camará...
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