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Laboratório de Epidemiologia e Fisioterapia Geriátrica. ��
Departamento de Fisioterapia - UFR
06/10/2023
A noctúria é definida pela Sociedade Internacional de Continência (ICS) como a queixa de acordar à noite e urinar pelo menos uma vez (Haylen et al., 2010; van Kerrebroeck et al., 2002).
A população idosa é afetada de forma mais significativa, devido a alta prevalência em ambos os sexos (Fitzgerald et al., 2007). Para pacientes com idade entre 60 a 70 anos, a prevalência de noctúria é entre 11% e 50%. Para aqueles com idade de 80 anos, a prevalência sobe para entre 80% e 90%, com aproximadamente 30% vivenciando dois ou mais episódios noturnos. (Weiss JP, Blaivas JG. Nocturia. J Urol. 2000 Jan;163(1).
Uma série de medicamentos ou condições clínicas podem contribuir para o surgimento tal sintoma, incluindo a depressão. A noctúria está associada a um risco aumentado de morbidade e mortalidade (Asplund, 1999; Stewart et al., 1992) e a um risco aumentado de quedas e fratura de quadril em idosos, o que leva a um maior risco de institucionalização e dependência.
Diante desse quadro clínico, se faz necessária a atuação do fisioterapeuta junto a uma equipe multidisciplinar. Através de uma avaliação individualizada, o profissional identificará possíveis causas da nocturia, bem como suas implicações na vida do indivíduo para traçar objetivos alcançáveis e relevantes para cada contexto.
11/07/2023
Hoje trazemos uma discussão acerca do etarismo, um conceito que vem sendo cada vez mais discutido e que é de suma importância para manutenção da qualidade de vida da população idosa.
O etarismo, também conhecido como ageísmo (Robert Butler 1969) refere-se a discriminação de pessoas por conta de sua idade. Na população idosa há um impacto negativo em sua saúde, bem-estar e qualidade dos cuidados de saúde recebidos mediante tal discriminação. Esse preconceito se manifesta em três níveis:
- A nível intraindividual no qual é apresentado através da internalização de esteriótipos da idade ao longo da vida, assim, por muitas vezes o próprio individuo se sente conformado com suas queixas, tratando-as como trivialidades advindas da idade.
- A nível interpessoal, o qual está relacionado com a conjuntura das relações sociais do idoso, seja numa exclusão por difucldade do indivíduo em si, como distúrbios auditivos ou cognivos, ou até mesmo uma exclusão por parte da família e amigos.
- A nível institucional, vemos o preconceito sendo refletido por meio de políticas públicas e regulamentações que excluam o idoso como ser ativo e participante da sociedade.
O envelhecimento é um processo natural, no qual ocorrem diversas alterações fisiológicas, mas isso não implica na retirada de independencia do indivíduo, esse processo deve ser muito bem vivido pelo idoso, ele deve conquistar sua funcionalidade respeitando sua individualidade. Muitas vezes os esteriótipos são colocados para o idoso de forma benevolente, sendo uma supreproteção que acaba por infantilizar o indivíduo, exclui-lo de suas atividades, ciclos sociais e tudo isso disfarçado de cuidado.
É importante sempre termos em mente o envelhecimento ativo com foco nas habilidades funcionais do idoso, mantendo-o como personagem ativo de sua própria história.
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REFERÊNCIAS:
\-OHTA, R. Self-ageism among older rural people. British Journal of General Practice, v. 73, n. 728, p. 110–110, 23 fev. 2023.
\-LIAT AYALON et al. Ageism: An Old Concept From New Perspectives. v. 42, n. 6, p. 1176–1178, 19 maio 2023.
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