CasaZ

CasaZ

Compartilhar

Espaço de Conscientização da Sexualidade
Dirigido por Marina Rotty
Sexóloga, Psicóloga e Mentora

06/02/2025

Laura e Daniel eram casados há oito anos. Tinham uma relação sólida, cheia de amor e cumplicidade, mas, com o tempo, perceberam que a rotina havia tomado conta da vida sexual. Não que faltasse desejo, mas a previsibilidade começou a pesar.

Foi numa conversa despretensiosa com amigos que o assunto surgiu. Uma colega mencionou o swing de forma natural, sem tabus, e aquilo ficou martelando na cabeça de Laura. Mais tarde, ao deitar-se com Daniel, ela soltou a pergunta:

— Você já pensou em fazer alguma coisa diferente, tipo, ir numa casa de sw!ng?

Daniel riu, achando que era brincadeira. Mas logo percebeu que sua esposa falava sério. Inicialmente, a ideia pareceu assustadora. Ciúmes? Insegurança? Como lidar? No entanto, em vez de descartar o assunto, decidiram explorar juntos.

Começaram pesquisando sobre o meio liberal, lendo artigos e assistindo vídeos sobre a experiência de outros casais. Descobriram que a prática não era apenas sobre s3xo, mas sobre liberdade, cumplicidade e, acima de tudo, comunicação.

O primeiro passo foi um clube discreto na cidade. Nervosos, entraram de mãos dadas. O ambiente não era tão sofisticado como imaginaram mas o clima, surpreendentemente acolhedor. Não havia pressão, apenas pessoas em busca de novas experiências.

Nessa primeira noite, não passaram da conversa com outro casal. Mas algo mudou: ao voltar para casa, sentiam-se mais excitados do que nunca. O simples fato de compartilhar aquele segredo os reaproximou.

Com o tempo, foram descobrindo o que gostavam e seus limites. Nem sempre foi fácil – enfrentaram ciúmes e inseguranças, mas aprenderam a lidar com isso com diálogo e respeito mútuo.

Hoje, Laura e Daniel se consideram mais felizes e livres. Para eles, sw!ng não foi uma fuga da relação, mas sim uma forma de reinventá-la, trazendo de volta a intensidade e a cumplicidade que sempre valorizaram.

E, acima de tudo, perceberam que o amor entre eles não estava nos limites impostos, mas na liberdade compartilhada.

Quantas histórias como essa você já ouviu?

Sou psicóloga, sexóloga e mentora em NMC e trabalho nessa área desde 2011.

Marina Roty
✔ Sexologia I Psicologia I Mentoria
✔ Não Monogamia Consensual

30/01/2025

O maior problema dos acordos é quando eles não são falados, e mesmo assim, espera-se que sejam cumpridos.

John Mayer, artista norte americano escreveu em sua musica "If you want more love, why don´t you say so". Em tradução livre, "se você quer mais amor, por que não diz?"

A monogamia obrigatória, sem questionamentos, fez com que as pessoas se acostumassem a entrar em relações sem combinar nada. A ideia de que o amor é suficiente leva milhares de pessoas a começarem relacionamentos esperando que o outro milagrosamente saiba o que fazer para manter uma boa relação.

Mas como cada indivíduo é único, as relações também serão únicas. O que é importante para uns pode ser irrelevante para outros, e o jeito de saber o que realmente vai importar na relação de vocês, é conversando.

Regrinha básica para criar acordos saudáveis: evite o pode-não pode.

🔸Não coloque seus limites como regra a ser seguida, mas como seu ponto de vulnerabilidade. A ideia não é proibir ou limitar quem você tanto ama, mas que fique claro que você ainda não lida bem com determinadas situações.
Exemplo: ao invés de dizer "não pode sair sozinho", diga "tenho dificuldades em lidar com meus sentimentos quando você sai sozinho".

🔸Vocês podem escrever os acordos em algum lugar, mas não usem como desculpa para atacar o outro. Se o que foi acordado já não serve mais, refaçam os acordos.

🔸Acordos são feitos com conversas, não monólogos. Os dois (três, quatro, etc) precisam falar e escutar na mesma medida para chegar a um acordo justo e saudável para todos.

Existem diversas formas de criar acordos de relacionamento saudáveis, vou escrever mais sobre eles por aqui logo mais!

Marína Roty
✔ Sexologia I Psicologia I Mentoria
✔ Não Monogamia Consensual
✔ Orientação Relacional

27/01/2025

A minha jornada na não monogamia começou com uma curiosidade: como é uma casa de swing? A partir desse momento fui me destravando, me redescobrindo me refazendo.

Tive inúmeros aprendizados mas hoje eu trago três muito especiais:

1 - Aprendi que a monogamia na nossa sociedade não é uma escolha. O casamento para uma mulher dos anos 80 era obrigação, para não ficar "pra titia". Cresci ouvindo todas as frases típicas para "ser uma boa esposa" e casei sem saber que haviam outras configurações possíveis para me relacionar. Para ser uma escolha é preciso haver opções.

2 - Aprendi que o mundo não acaba quando você não está nos padrões sociais. Eu não sabia o que aconteceria quando assumisse publicamente que era sw***er, mas aprendi que a raiz do problema é mais sobre nós do que sobre os outros. Quando parecia ser o fim, era, na verdade, o começo.

3 - Aprendi que a tendência para exclusividade nas relações não é só uma questão de ambiente, mas também de genética. Uma mistura de como nascemos, como fomos criados e o quanto estamos dispostos a andar por um caminho mais difícil.

Você já se perguntou se a relação que você vive está de acordo com a sua tendência pessoal para relações?

Sou psicóloga, sexóloga e mentora em não monogamia consensual e aqui eu falo mais sobre a psicologia no swing e meio liberal. Trabalho nessa área desde 2011 ajudando indivíduos e casais em suas transições de relacionamento.

Marinna Roty
✔ Sexologia I Psicologia I Mentoria
✔ Não Monogamia Consensual
✔ Diversidade Relacional

Quer que seu escola/colégio seja a primeira Escola/colégio em Pinheiros?
Clique aqui para requerer seu anúncio patrocinado.

Entre em contato com a escola/colégio

Telefone

Endereço


Rua Costa Carvalho, 213
Pinheiros, SP
05429-130

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 14:00 - 22:00
Terça-feira 14:00 - 22:00
Quarta-feira 14:00 - 22:00
Quinta-feira 14:00 - 22:00
Sexta-feira 14:00 - 22:00