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#Jornalismo

15/09/2024

❗️ Recentemente, o Shopping Tacaruna, localizado em Olinda, Pernambuco, foi alvo de denúncias após a divulgação de uma lista de ocorrências de segurança que incluía um código considerado preconceituoso e discriminatório. A lista, que f**a no verso do crachá dos funcionários de segurança, continha o código "30 – homossexual", entre outros códigos como "achados e perdidos" e "odor de tinta, cola, esgoto, queimado". Além desses absurdos, outro código chama a atenção na lista com o título "Desinteligência" que, segundo alguns, pode ser interpretado como um termo discriminatório contra pessoas com Autismo ou TDA e TDAH.

A denúncia foi feita por um jovem que teve acesso ao crachá e percebeu a discriminação institucionalizada. Ele relatou que, ao andar com amigos que apresentavam trejeitos não heteronormativos, notou seguranças os encarando e falando ao walkie-talkie. O jovem fez denúncias à Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular da Assembleia Legislativa de Pernambuco e à Comissão da Diversidade Sexual e de Gênero da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE). A denúncia foi feita ao Portal Marco Zero Conteúdo.

Em resposta, o Shopping Tacaruna reconheceu a existência do código e pediu desculpas pelo uso inadequado do termo, afirmando que os códigos são utilizados para emergências e para garantir a segurança de todos, sem intenção discriminatória. No entanto, representantes de movimentos LGBTQIA+ e da OAB-PE criticaram a explicação, destacando que a inclusão do código "homossexual" na lista de ocorrências é um ato de homofobia e exige uma explicação mais detalhada.

A vereadora Liana Cirne (PT) afirmou em suas redes sociais que irá oficiar o Shpping que pertence ao Grupo JCPM, que terá que responder pelo método usado para notif**ar tais "ocorrências".

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