Prof. Givanilson Soares
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“13 de maio não é dia de negro.” Essa frase, impactante e carregada de história. Ela faz parte da canção “Quilombo Axé - Dia de Negro”, que nos faz entender a resistência e a crítica ao mito da liberdade plena no Brasil.
A música foi composta pelo Mestre Zumbi Bahia, um importante expoente da cultura afro-brasileira e da capoeira. Através de sua arte, ele nos lembra que a assinatura da Lei Áurea em 1888 foi, em grande parte, uma “liberdade no papel”.
Sem terra, sem escola, sem trabalho e sem políticas de inclusão, a população negra foi “libertada” para o abandono. As estruturas da escravidão não foram desfeitas; elas apenas se transformaram, refletindo-se hoje na desigualdade gritante e nos índices de violência.
✊🏿Para os movimentos negros, o 13 de maio não é dia de festa, mas sim um dia de luta, memória e denúncia. É o momento de questionar o que não aconteceu desde 1888 e exigir transformações reais.
E Você? Acredita que houve uma verdadeira abolição no Brasil ou ainda vivemos as consequências desse sistema inacabado?
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