Movimento Zoada

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Movimento Estudantil de esquerda plural da Faculdade de Direito do Recife - UFPE. Juventude que ousa

Photos from Movimento Zoada's post 01/10/2017

TIRE SEU BAIRRO DO ARMÁRIO: EDIÇÃO AURORA!

Depois da Parada LGBT, onde vários coletivos de esquerda de Pernambuco se organizaram para criar um trio que busque resgatar a luta de combate à opressão de uma forma anticapitalista, esses mesmos coletivos se uniram para que a ocupação dos espaços públicos por LGBTs não seja unicamente feita no dia da Parada.

É nesse sentido que foi realizado hoje a primeira edição do "Tire seu Bairro do Armário", dessa vez sendo feito na Aurora. Assim, as LGBTs foram convocadas para ocupar a Aurora e mostrarem que o espaço público deve ser para todas.

Ser LGBT em um ambiente urbano muitas vezes signif**a apenas poder demonstrar sua sexualidade e identidade de gênero em ambientes privados, tornando um privilégio para uma classe abastada os espaços de segurança na cidade, sendo, mais uma vez, renegada as periféricas.

Por isso, no início do evento, foi feita uma mística mostrando o mapa dos lugares mais e menos opressores para LGBTs em Recife, f**ando latente que as Universidades acabam sendo os espaços mais seguros, local esse que é massivamente ocupado pela classe média.

Assim, o "Tire seu bairro do armário" nasce para quebrar com a hegemonia de que apenas espaços privados e de classe média são espaços para LGBTs. Temos agora como objetivo a organização de novas edições que adentrem as periferias e pouco a pouco conquiste espaços para que de fato todas não sejamos oprimidas

Por fim, agradecemos a todas que participaram dessa primeira edição, convidando, desde já, as LGBTs a curtirem a página do "Tire seu bairro do Armário" para saberem de futuras edições e participarem juntas com a gente desse momento político de resistência.

28/08/2017

LUTAR NÃO É CRIME!

Vivemos um momento de constante criminalização dos movimentos sociais e estudantis, tanto num contexto macro com Michel Temer, quanto no micro, dentro da Universidade Federal de Pernambuco.

No final do ano passado vimos várias escolas e Universidades sendo ocupadas pelos/pelas seus/suas estudantes, que lutavam contra a PEC 241 e contra o golpe de Temer. A UFPE também acompanhou essas organizações, teve vários dos seus centros ocupados e logo após o fim do movimento, foi instaurada uma comissão de inquérito para analisar os fatos ocorridos durante esse período.

Há alguns dias saiu o resultado de uma dessas comissões, a que julgava aqueles/aquelas que participaram da ocupação do CAC, decidindo pela expulsão de 6 estudantes, faltando agora apenas o aval do reitor Anísio Brasileiro para consolidá-la. É facilmente perceptível a escolha a dedo que foi feita dos/as estudantes que seriam expulsos/as, dentre tantos outros/as que também construíram o processo de forma horizontal e participava. Todos/as esses/essas eram participantes de diretórios acadêmicos e de movimentos estudantis, bem como não possuíam nenhuma prova que os/as ligassem às acusações que foram feitas, o que comprova o objetivo da UFPE de criminalizar, punir e intimidar a luta estudantil.

Como movimento da Faculdade de Direito do Recife, não podemos deixar de nos posicionar contra a falta de uma devida individualização das condutas para que assim pudesse haver uma medida tão drástica como uma expulsão. Simplesmente foram escolhidos/as estudantes aleatoriamente e imputados/as a eles/elas tais alegações sem nenhuma prova. Mais do que isso, devemos nos posicionar sobre a real intenção da forma de atuar da reitoria que, por meio desse processo administrativo, visa coibir a organização estudantil na UFPE, a qual desde muito tempo vem batendo de frente com o Reitor contra a política de cortes de assistência estudantil que acontece desde 2015.

Nesse sentido, o Movimento Zoada vem publicamente demonstrar seu completo repúdio às ações tomadas pela reitoria da UFPE que, mesmo tendo assinado acordo se comprometendo a não perseguir possíveis estudantes que tenham das ocupações participado, segue mais uma vez pautando um projeto conservador e antidemocrático de perseguição à mobilização e à atuação estudantil!

No mais, convocamos todas e todos a participarem das ações que serão realizadas em toda a Universidade contra a expulsão desses/dessas alunos/alunas. Se a organização dos estudantes sempre foi importante, agora, mais do que nunca, em um contexto de aprofundamento dos retrocessos políticos, precarização da Universidade pública e perseguição política, é necessário que a nossa força seja provada!

Aqui está presente o movimento estudantil!
Há braços! Há luta!

11/08/2017

SEMANA DE INTEGRAÇÃO: CALOURAS (OS), UNIVERSIDADE E SOCIEDADE.

O Movimento Zoada convida todos (as) a participarem da semana de integração 2017.2. A semana funciona como forma de aproximar de maneira crítica as estudantes que acabaram de chegar na Faculdade da dinâmica da universidade e da sociedade. Convidamos vocês a pensarem criticamente, quebrarem conceitos, reconstruírem projetos e AGIREM. Convidamos, enfim, a sair da zona de conforto.

Nesse semestre, a semana será composta por três momentos de diálogos em que poderemos trocar experiências e abrir um debate contemporâneo sobre temas como representatividade, universidade pública, democracia, poder estatal, movimento estudantil e política. VAMO NESSA!

Dia 14/08 (segunda-feira) às 14h na Faculdade de Direito do Recife
– Estruturas que oprimem: o mito da representatividade!

Nesse painel, discutiremos uma crise que é pouco discutida no direito e na política estudantil: a crise de representatividade. Hoje, somos representados por um Congresso composto por homens brancos, cisgêneros, heterossexuais e de classe média/alta. No âmbito estudantil, somos representados por uma UNE que age contra os interesses dos próprios estudantes. A crise de representatividade está em vários lugares.
Propomos aqui uma discussão sobre as estruturas de uma representatividade falida. Uma estrutura que, por vezes, tira nossa voz em nome de uma representação. Como se dá essa opressão? Como essa cessão de poder é operada e por que ela ainda acontece? A representatividade é democrática?
Para facilitar o debate, foram convidadas:
- Fernanda Dantas, militante do Ocupe Estelita
- Juliana Serreti, mestra em Direito pela UFPB e militante anarquista.

Dia 17/08 (quinta-feira) às 14h no campus da Cidade Universitária (local a confirmar) – Crise planejada: o desmonte da universidade publica.

Aqui pretendemos abordar o projeto político de precarização das universidades públicas, que se cobre pelo véu do discurso da “crise”. Percebe-se que, no contexto de casos absurdos como o da UERJ, em que por falta de verbas o semestre letivo de 2017.1, que começaria agora em Agosto, foi suspenso, ou ao corte em 50% das bolsas para pesquisa universitária, ou até mesmo aos cortes na assistência estudantil que já vem sendo realizados há alguns anos, grupos específicos vem se fortalecendo com o crescimento desenfreado da “indústria da educação” e da mercantilização do ensino – a exemplo dos donos de universidades privadas que possuem 75% dos alunos de ensino superior brasileiro. Nesse sentido, precisamos discutir o que realmente signif**a o “desmonte da universidade pública”. Quais interesses estão por trás de tal processo? Onde o ITB (Instituto Tobias Barreto – que está sendo criado dentro da FDR) se enquadra nesse contexto? E, por fim, vamos debater sobre como a classe estudantil e seus movimentos podem e devem se posicionar nesse processo. Para isso, contaremos com a ajuda de:

Letícia Melo – Estudante de Direito pela UFPE, bolsista e residente da casa mista de moradia estudantil.

Daniel Rodrigues – Professor e ex-diretor do Centro de Educação da UFPE

Dia 19/08 (sábado) às 14h na Faculdade de Direito do Recife – Apresentação do Movimento Zoada e discussão sobre conjuntura nacional e movimento estudantil.

Por fim, convidamos todas e todos para a apresentação do Movimento Zoada. Nesse espaço, para além de tirarmos possíveis dúvidas sobre nossos princípios, nossa organização, nossos sonhos e atuação; pretendemos promover um debate sobre a importância da mobilização e organização estudantil e, em especial, a importância do movimento estudantil para a universidade e sociedade como um todo.

Assim, desejamos a todas e todos uma ótima chegada à casa de Robeyoncé! E que vocês nunca esqueçam: todo coração é uma célula revolucionária!

Há braços! Há luta!

02/08/2017

PELO FIM DO SUCATEAMENTO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS - UERJ TEM O SEMESTRE LETIVO CANCELADO POR FALTA DE VERBA

Antes de ontem, a Reitoria da Universidade Estadual do Rio de Janeiro emitiu uma nota anunciando a impossibilidade de iniciar o semestre letivo devido ao sucateamento da Universidade arquitetado pelo Governo do Estado do Rio. Em meio a salários atrasados, corte nas bolsas de assistência estudantil e precarização das estruturas, o semestre de 2016.2 foi concluído, mas não há previsão para o retorno das aulas.

A UERJ é uma das maiores universidades do Brasil e o cenário em que ela vive atualmente reflete um política de Estado que despreza algumas ferramentas públicas, notadamente saúde e educação, em detrimento de outras tantas, como a segurança pública armada e pensada na lógica militar. No Rio de Janeiro, atualmente, a guerra armada contra pretos e pobres para a segurança de uma Zona Sul branca e burguesa é mais importante que qualif**ar as/os estudantes e investir em educação.

Quando falamos em universidade pública, estamos falando também de uma educação emancipadora, de espaços de criação de conhecimento e resistência. Quando lutamos por uma universidade popular, estamos querendo aproximar do povo esses espaços de poder, que sempre lhes foram negados.

A UERJ foi uma das Universidades pioneiras no sistema de cotas e a crise por qual ela passa hoje pode ser chamada também de PROJETO DE GOVERNO. Pezão, governador do Rio, está deliberadamente sucateando o ensino público e gratuito. É preciso entendermos o sucateamento das Universidades como um projeto político e termos em mente a questão "quem se beneficia com a precarização da educação pública?" para podermos pensar em alternativas a este ataque a direitos. A UERJ resiste! Através da articulação entre docentes, discentes e técnicos/as, a Universidade ainda vive!

Na semana passada, no campus da UERJ aconteceu o Encontro Nacional de Estudantes de Direito e a situação das universidades de todo o Brasil são análogas as da Estadual do Rio de Janeiro: a começar pelos cortes de bolsas de assistência estudantil, que escancaram o caráter elitista do golpe que estamos sofrendo, até o atraso ou falta de ajuste nos salários, o desmonte é evidente.

Mais uma vez, chega o momento de nos mobilizarmos nas ruas, nacionalmente, contra esta crise planejada. A juventude organizada ocupou em 2016 as escolas e universidades do país conta a PEC do Teto de Gastos e mostrou a potência do movimento estudantil: está na hora de irmos as ruas e tomar de volta o que é nosso.

Há luta!

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