Psicóloga Adna Rabelo
Psicóloga Clínica - Ansiedade, Depressão, Orientação Parental Psicóloga Clínica, Personal & Professional Coach.
21/10/2025
Muita gente teme sentir tristeza, como se ela fosse um sinal de fraqueza — quando, na verdade, é um chamado à presença.
Evitar o que dói parece proteger, mas é o que nos distancia de nós mesmos.
Sentir tristeza não significa “parar de viver”, e sim reconhecer o que foi perdido, para abrir espaço para o novo.
Você tem permitido que a tristeza sente com você por um instante?
Me conta nos comentários ♥️
27/08/2025
Feliz dia para nós, que sustentamos o cuidado através da escuta. Uma escuta inteira, que requer muito mais do que técnica; ela supõe humanidade para adentrar com delicadeza o espaço do outro, a sabedoria de permanecer apenas o necessário e a habilidade de construir, ao longo do processo terapêutico, uma companhia empática para si e para o outro.
01/07/2025
Garoto de 12 anos morre no desafio do apagão na Inglaterra. Adolescente de 14 mata toda a família porquê os pais não o deixaram viajar e, após ser preso, não apresenta qualquer remorso. Garota de 14 anos é morta por colega de sala por "inveja". O que esses eventos têm em comum?
O mais óbvio é que são adolescentes e, com isso, quero destacar que esta fase da vida é marcada por grandes mudanças cerebrais, cognitivas, emocionais e sociais.
Ao longo da infância temos uma grande oportunidade de ajudá-los na formação de valores essenciais como empatia, respeito e cooperação. Demarcar o que é certo e errado, também. Será com este alicerce ou da ausência dele que nossos filhos chegarão na adolescência.
A adolescência pede passagem, espaço. É uma importante transição em que já não funciona mais apenas dizer: faz porquê sou sua mãe ou seu pai. É preciso negociar, é preciso ter ele tenha aprendido lá atrás como é lidar com a frustração, com o fracasso, com os limites para que esta travessia se torne mais suave.
Onde estamos enquanto essas crianças nos chamam por atenção e afeto? Será que estamos presentes ou atolados de tanto trabalho para pagar os boletos, viciados nos likes ou em qualquer outra distração? A parentalidade não é uma tarefa fácil. É recheada de ambiguidade, nuances entre o que já fomos (infância) e o que se apresenta diante de nós (filhos). Navegamos em meio à culpa, à incerteza. Assaltados pelos nossos gatilhos "é que no meu tempo...", "essa criançada é muito ...". Algumas vivências profundas vem à superfície quando nos tornamos mães e pais. Dores, vergonha, culpa, medo, raiva, emoções abafadas ao longo dos anos. Como mãe e psicóloga reconheço esse processo. Talvez seja fundamental rever nossa infância e acomodá-la em um lugar de compaixão e respeito por tudo que passamos para que então possamos ver e ouvir aquela criança que está diante de nós e que, num piscar de olhos, adolescente.
Fiquei me perguntando que tipo de mundo temos apresentado aos adolescentes? Será que se sentem conectados conosco? O que eles têm recebido de nós adultos? O que mais eles tem "captado"? Segue na legenda ⤵️
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