Nara Couto

Nara Couto

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cantora, dançarina, linda e preta

03/06/2026

Quarta que Danca é minha emoção ✨

Comecei o quarta que dança em 2017 porque eu precisava que a dança volta-se para o meu corpo de uma forma descontraída, afetuosa e sem cobranças.

E em consequência disso reverberou de uma forma tão bonita entre nós!

Tem um tempo que não faço mais porque senti que estava caindo em um formato que eu aprecio mas não faz parte da minha caminhada atual na dança, como pesquisadora e artista.

Segundo semestre o quarta que dança terá um novo caminho ou talvez um caminho mais antigo e mais profundo de mim mesma.

Por enquanto, segue uma reunião dos que foram divididos com vocês em outros momentos.

Cheiro ❤️

01/06/2026

Esse conteúdo nasce de um texto de Iya Ifasola , mas também encontra morada em muitas reflexões que carrego na minha própria caminhada.

Com a Iya Ifasola , aprendemos que todos os caminhos começam, terminam e continuam em Orí. Gratidão Iya por compartilhar sua sabedoria ancestral com tanta generosidade.

Leiam e acompanhem ❤️✨

Photos from Nara Couto's post 25/05/2026

Eu não acredito na ideia de “voltar para casa” quem me conhece sabe! ainda assim, em cada país do continente africano que caminhei, algo em mim com uma força tão bonita, reconhece intimidade, presença e pertencimento. Não como metáfora afetiva, mas como realidade viva. Me emociono a cada lembrança.

O continente africano que encontrei é sofisticado, contemporâneo, múltiplo, tecnológico, espiritual, intelectual e profundamente humano.

Existe uma tentativa histórica de separar África de sua diáspora, como se o oceano pudesse interromper continuidades civilizatórias, mas alguns reconhecimentos acontecem para além da lógica.
Eles vivem no corpo, na pulsação, na maneira de olhar o mundo, de compreender o coletivo, o tempo, o sagrado e a criação.

em cada gesto, em cada polifonia, em cada silêncio compartilhado, enxergo uma África impossível de ser reduzida as narrativas estreitas que durante séculos tentaram defini-la.

Minha presença nesses territórios e tudo que venho absorvendo ao longo desses anos, literatura, cinema, moda,música, artes plásticas… São experiência de aprendizagem, troca e reposicionamento interno. Um exercício contínuo de escuta diante de culturas que seguem sustentando, apesar das violências históricas.

Hoje celebro o continente africano dentro da sua total complexidade.

Honro sua maternidade civilizatória.
Respeito sua existência plural.
Agradeço as permanências que atravessam o Atlântico e continuam nos ensinando outras possibilidades de humanidade.

Viva o continente África.

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