Upgrade Albufeira
A defender uma Albufeira com menos burocracia, total transparencia e uma gestão mais eficiente.
🚨 DO SIRESP A ALBUFEIRA: A DOUTRINA DO "FAZ O QUE EU DIGO, NÃO FAÇAS O QUE EU FAÇO"
O vice-presidente e deputado do Chega, Pedro Frazão, veio a público defender uma posição com a qual qualquer cidadão atento concordaria: é totalmente inadmissível e uma enorme falta de transparência que o presidente do SIRESP contrate a empresa da própria mulher para prestar serviços àquela entidade.
Segundo a argumentação de Pedro Frazão, independentemente da eficácia ou da competência que se possa reconhecer à empresa em causa, este tipo de contratação familiar destrói a confiança pública e mina a transparência institucional.
Até aqui, estamos todos de acordo. Afinal, a gestão dos bens públicos exige que não haja qualquer sombra de conflito de interesses. O problema é quando a teoria nacional choca de frente com a prática local.
A coerência do partido esbarra diretamente na Câmara Municipal de Albufeira, liderada por um autarca eleito pelo próprio Chega. Pouco tempo depois de assumir o cargo, o presidente da autarquia esteve no centro da polémica ao trazer a sua própria irmã para trabalhar na estrutura municipal de Albufeira.
O mais caricato nesta situação é que a justificação utilizada pelo autarca do Chega para defender a contratação da irmã foi exatamente a mesma que Pedro Frazão considerou inválida no caso do SIRESP: a competência técnica.
O presidente da Câmara de Albufeira chegou a ler publicamente o currículo da irmã e afirmou, sem hesitações, que todos os presidentes de câmara gostariam de ter uma irmã qualificada como a dele para trabalhar em prol dos munícipes.
Esta é a balança de dois pesos e duas medidas que urge denunciar. Quando o caso envolve terceiros, como no SIRESP, o deputado Pedro Frazão diz que a competência não serve de desculpa e que a contratação familiar é intolerável.
Mas quando o caso envolve um eleito do seu próprio partido, em Albufeira, a relação familiar passa para segundo plano porque a parente em causa tem um "currículo qualificado".
Criticar o favorecimento familiar nos outros e normalizá-lo dentro das próprias fileiras não é combater o sistema, é adotar os vícios dele. A transparência e a ética pública não podem depender da cor do cartão de militante.
Se a contratação da esposa no SIRESP é um ataque à transparência, a contratação da irmã em Albufeira merece exatamente a mesma condenação.
Nelson Cachita
Deputado Assembleia Municipal de Albufeira
19/05/2026
A Cesar (RUI) o que é de Cesar.
Durante décadas, existiu na Avenida da Liberdade um edifício abandonado que se tornou símbolo de um problema que muitos consideravam impossível de resolver. Ouviu-se durante anos que nada podia ser feito. Que era propriedade privada. Que a Câmara tinha as mãos atadas. Que a situação teria de continuar indefinidamente.
Entretanto, o tempo foi passando. E aquele espaço, localizado numa das zonas mais nobres e movimentadas de Albufeira, continuou a degradar-se perante os olhos de todos. Não apenas manchando a imagem da cidade, mas também levantando preocupações legítimas ao nível da segurança e da saúde pública para quem vive, trabalha ou simplesmente frequenta a Avenida da Liberdade.
Quando um problema permanece durante tanto tempo sem solução, é natural que as pessoas deixem de acreditar que ela seja possível. Por isso mesmo, é importante reconhecer quando começam finalmente a surgir sinais de mudança.
Não sei se aquilo que está agora a ser feito será a solução definitiva para o edifício. Não sei qual será o futuro daquele espaço. E também não tenho qualquer dificuldade em dizer que ainda é cedo para tirar conclusões definitivas. Mas há uma realidade que não pode ser ignorada: ao fim de poucos meses começaram finalmente a existir movimentações concretas em torno de um problema que esteve parado durante décadas.
Enquanto deputado municipal eleito pela Iniciativa Liberal, e pertencendo a uma força política diferente daquela que lidera o executivo, aquilo que verdadeiramente me interessa é a resolução dos problemas de Albufeira. A política deve servir para isso mesmo. Não para alimentar guerras permanentes nem para negar evidências apenas porque as soluções não partem do nosso lado político.
Quando algo merece crítica, deve ser criticado. Mas quando existe uma ação que pode representar o início da resolução de um problema antigo da cidade, também deve haver honestidade para o reconhecer.
Albufeira precisa desta maturidade. Precisa de menos resignação perante problemas históricos e de mais capacidade para agir sobre eles. Precisa de recuperar espaços degradados, valorizar as suas zonas centrais e devolver dignidade a locais que durante demasiado tempo transmitiram abandono e desleixo.
Os albufeirenses esperam resultados. E, acima de tudo, esperam que quem tem responsabilidades públicas perceba que há problemas que não podem continuar eternamente à espera de solução.
Nelson Cachita
Deputado Assembleia Municipal de Albufeira
11/05/2026
DESSALINIZADORA
Problema estrutural ou solução complementar?
Nos últimos meses, muito se tem discutido sobre a dessalinizadora projetada para Albufeira. O tema tem gerado debate público e opiniões divididas. A verdade é que a dessalinização não é uma novidade e já é utilizada em vários países há muitos anos.
A dessalinização é, como o próprio nome indica, um processo de retirada do sal da água do mar através de sistemas de filtragem por membranas. Trata-se de uma tecnologia já amplamente utilizada em zonas com escassez de água. Essa realidade pode ser observada em países próximos de Portugal.
Em 2026, Espanha conta com cerca de 50 grandes centrais dessalinizadoras e mais de 200 instalações relevantes, entre privadas e industriais. Portugal tem atualmente uma central de dessalinização na ilha de Porto Santo. No Algarve já existem também pequenas unidades privadas, como acontece na zona de Alvor.
Em Alvor, o Grupo Pestana possui uma pequena unidade que abastece seis unidades hoteleiras. A água produzida é utilizada para rega e enchimento de piscinas. Este exemplo demonstra que a dessalinização já começou, ainda que de forma limitada, a fazer parte da realidade algarvia. É precisamente essa realidade que leva muitos a defender o investimento numa infraestrutura de maior dimensão.
Os defensores da dessalinização acreditam que os investimentos na segurança hídrica devem ser feitos antes que a situação se torne insustentável. Defendem que construir antecipadamente evita decisões apressadas em períodos de seca extrema. Consideram ainda que esta solução reduz a dependência das barragens e dos aquíferos. Além disso, permite garantir o abastecimento de água mesmo em períodos críticos.
Segundo esta visão, a dessalinização poderá ajudar a sustentar o turismo, a agricultura e o crescimento urbano. A água do mar é uma fonte praticamente inesgotável e, por isso, muitos consideram esta solução inevitável no futuro do Algarve. No entanto, existem também argumentos fortes do lado oposto.
Quem se opõe à dessalinização argumenta que se trata de um processo com elevados custos energéticos. Isso poderá aumentar o preço da água para consumidores e empresas. Acresce ainda que, caso não seja utilizada energia renovável, o processo contribuirá para o aumento das emissões de gases com efeito de estufa. Mas os impactos apontados não se ficam apenas pela questão energética.
Uma das principais preocupações prende-se com a descarga de salmoura concentrada no mar. Muitos especialistas alertam para os possíveis impactos nos ecossistemas marinhos e na biodiversidade costeira. Os críticos referem ainda que o investimento inicial é muito elevado e que os custos de operação serão permanentes. Consideram também que existem soluções menos dispendiosas.
Entre essas soluções estão a redução de perdas na rede pública e a melhoria da eficiência hídrica. Para muitos, essas medidas deveriam ser prioritárias antes da construção de uma dessalinizadora. É precisamente esta divergência de prioridades que divide opiniões.
Pelo que foi exposto, não parece possível afirmar de forma clara e unânime que a dessalinização seja uma solução perfeita. O debate depende da importância que cada um atribui aos diferentes fatores em causa. Quem valoriza mais o ambiente e a eficiência financeira tenderá a ter uma posição. Quem considera que a falta de água ameaça o futuro do Algarve tenderá a assumir outra.
Ainda assim, parece evidente que a falta de água teria consequências muito graves para a região. O turismo, principal fonte de rendimento do Algarve, depende diretamente da disponibilidade de água. Por outro lado, também é verdade que a destruição de ecossistemas não acontece apenas com a dessalinização.
A construção de barragens alterou ecossistemas naturais e o consumo excessivo dos aquíferos também provoca impactos ambientais relevantes. Por isso, a questão central talvez não seja escolher entre impacto ambiental e ausência de impacto. A verdadeira questão poderá ser escolher qual o impacto menos prejudicial para o futuro da região.
Mesmo assim, importa reconhecer que a dessalinização nunca poderá ser a solução única para o problema da água. Será necessário continuar a investir na redução de perdas da rede pública. Será igualmente importante avançar com a ligação do Pomarão a Odeleite, criando a chamada “autoestrada da água”. A reutilização de águas tratadas também deverá ser reforçada.
Além disso, será importante continuar a construir infraestruturas de armazenamento de água e pequenas charcas que permitam alimentar os aquíferos. A resposta para o problema da água terá de resultar de várias soluções em simultâneo. Contudo, existe ainda uma questão particularmente sensível: a localização da dessalinizadora.
Ninguém quer uma “fábrica de água” junto da sua habitação ou de zonas turísticas sensíveis. Nesse sentido, a escolha da Várzea de Quarteira e da Praia da Falésia levanta dúvidas legítimas. É verdade que Albufeira ocupa uma posição central no Algarve. Ainda assim, acredito que poderão existir alternativas com menor impacto ambiental e turístico.
Se, como tem sido referido na comunicação social, a dessalinizadora for inevitável, então caberá ao atual executivo negociar contrapartidas para a população. Essas compensações deverão procurar minimizar os impactos presentes e futuros do projeto. Nesse contexto, permitam-me deixar algumas sugestões.
Nota final
Em caso de inevitabilidade da construção da dessalinizadora, considero essencial garantir investimentos públicos que melhorem diretamente a qualidade de vida dos albufeirenses. Entre essas medidas destaco:
• Construção de um novo Centro de Saúde de Albufeira;
• Construção de um novo quartel dos Bombeiros de Albufeira;
• Conclusão da obra de acesso a Albufeira e ligação ao IC1;
• Reforço permanente do número de militares da GNR no concelho.
Estas obras representam necessidades reais da população e poderão funcionar como uma compensação justa pelos impactos causados pelo projeto.
Nelson Cachita
Deputado Assembleia Municipal de Albufeira
SITUAÇÃO FINANCEIRA??????
Solida ou frágil ?. Auditoria 2.0
Albufeira apresenta uma situação financeira sólida, com receitas elevadas, forte capacidade de investimento e mais de 50 milhões de euros em saldo de gerência. Mas é precisamente por isso que se exige mais rigor.
A questão não é apenas ter boas contas — é garantir que o dinheiro dos albufeirenses está a ser bem aplicado. O aumento significativo da despesa, a elevada contratação pública e o recurso a procedimentos menos concorrenciais levantam dúvidas sobre eficiência, transparência e impacto real na vida das pessoas.
A Iniciativa Liberal defende mais exigência: saber que resultados concretos existem, garantir mais concorrência na contratação e assegurar que mais despesa significa melhores serviços.
Em resposta, o Sr. Presidente afirmou que a auditoria anterior foi feita com pressupostos errados, tendo sido necessário iniciar uma nova. Ou seja, os albufeirenses já pagaram uma auditoria e vão agora pagar outra.
Sendo auditorias necessárias, exigia-se mais cuidado nas decisões que envolvem o erário público.
Porque Albufeira não precisa apenas de boas contas — precisa de boa governação.
Nelson Cachita
Deputado Assembleia Municipal de Albufeira
OS NOSSOS HEROIS MEREÇEM CONDIÇÕES
A criação da 4.ª Equipa de Intervenção Permanente em Albufeira é uma medida positiva e necessária, reforçando a capacidade de resposta da proteção civil num concelho com elevada pressão, sobretudo em época turística. A Iniciativa Liberal votou favoravelmente.
Mas este é apenas um primeiro passo. Há problemas estruturais que continuam por resolver: a necessidade de discutir a municipalização dos bombeiros, para garantir melhores condições e retenção de profissionais, e a construção de um novo quartel, já que o atual não responde às exigências do concelho.
Em resposta, o Presidente da Câmara afirmou que estes temas estão sempre em cima da mesa, mas que os fundos são escassos.
Ainda assim, importa lembrar: segundo palavras do próprio Presidente, no mandato anterior foram gastos mais de 7 milhões de euros em festas. Com parte desse valor, já poderia ter sido dado início a investimentos estruturais fundamentais para a segurança de todos.
Nelson Cachita
Deputado Assembleia Municipal de Albufeira
Dia Internacional dos Bombeiros
Neste dia, dirijo uma palavra de profundo e sentido reconhecimento a todos os Bombeiros Voluntários de Albufeira, pelo exemplo notável de coragem, abnegação e espírito de missão com que, diariamente, servem a nossa cidade e todo o concelho. O vosso compromisso com a proteção de vidas e bens, muitas vezes em circunstâncias de enorme exigência, dignifica Albufeira e honra o país.
Dirijo também uma palavra muito especial a todos os meus amigos que integram esta nobre instituição. Conheço de perto a vossa entrega, o vosso sacrifício e a vossa dedicação, tantas vezes silenciosa, mas sempre determinante.
A todos, o meu mais sincero obrigado. Seguimos sempre juntos, com respeito e confiança mútua, e saibam que podem contar comigo.
Nelson Cachita
Deputado Assembleia Municipal de Albufeira
Moção ao Lado
A moção apresentada parte de um conceito errado de “rotura”, quando nunca existiu qualquer alinhamento prévio que justificasse esse termo. Mais do que isso, tenta reduzir o debate político a uma lógica perigosa: quem discorda do Executivo está contra Albufeira.
Discordar não é irresponsabilidade, é democracia. Classificar eleitos dessa forma, ou insinuar que colocam em causa a vida dos munícipes, ultrapassa os limites do respeito institucional.
Os albufeirenses não deram um cheque em branco a ninguém. Exigiram diálogo, equilíbrio e responsabilidade. Governar sem maioria absoluta implica ouvir e negociar.
A verdade é que a moção era tão descabida e desproporcionada que acabou por ser retirada pelo próprio líder de bancada do partido proponente.
Em democracia, há espaço para diferentes posições. E ninguém tem o exclusivo de representar Albufeira.
Nelson Cachita
Deputado Assembleia Municipal de Albufeira
Albufeira prepara-se para receber cerca de 2 milhões de visitantes, mas persistem falhas visíveis no espaço público: praias sem preparação clara, falta de limpeza, espaços verdes degradados, regras pouco aplicadas e fiscalização insuficiente.
Mesmo com serviços concessionados, a responsabilidade é do Município, que tem falhado na exigência e controlo. Enquanto o setor privado se prepara e investe, a Câmara não pode ficar para trás.
Sendo o município mais relevante governado pelo Chega, Albufeira está sob maior escrutínio, e já não há espaço para desculpas nem para culpar o passado. É tempo de agir.
A Iniciativa Liberal defende mais fiscalização, mais execução e mais responsabilidade. Porque o sucesso de Albufeira constrói-se, e começa pelo essencial.
Nelson Cachita
Deputado Assembleia Municipal de Albufeira
23/04/2026
A Iniciativa Liberal convida todos os membros e simpatizantes para um jantar especial de comemoração do 25 de Abril, num momento de convívio, partilha e celebração da liberdade.
Inscreve-te aqui até ao dia 24 de abril às 23h59: https://portal.liberal.pt/event/jantar-25-de-abril-il-albufeira-447/register
Evento limitado a 50 pessoas, garante já o teu lugar.
Jantar 25 de Abril - IL Albufeira Um jantar de celebração do 25 de Abril a todos os membros e simpatizantes da Iniciativa Liberal.
22/04/2026
Solidariedade política
Solidariedade política é algo que o PS desconhece e abomina.
Para o PS obter ganhos políticos em cima do sofrimento e desgraça da população é não só algo aceitável mas algo desejável.
Tem sido o único partido cujo líder critica de forma sistemática e diária todos os responsáveis políticos e operacionais que estão ainda hoje a tentar resolver problemas.
Não me cabe a mim, nem tenho essa vontade, defender os atuais responsáveis políticos, têm acertado e errado como todos os outros.
O papel de todos os políticos, tal como aconteceu na pandemia de COVID, era o de colaboração, colaboração com quem tem que resolver.
A vontade de obter ganhos políticos é de tal forma cega, que até o ex MAI Eduardo Cabrita, alguém que se tivesse vergonha nunca mais falava em televisão, até esse lá vai fazer figuras que lhe são típicas.
Deixava aqui um pedido, que todos se concentrem em ajudar as pessoas. Depois, depois de tudo resolvido ou encaminhado, aí sim, voltem ao combate político.
Nelson Cachita
ps - ao PSD e PS, juntar-se numa altura de crise como está para aprovar uma medida de Control e fiscalização digital é vergonhoso.
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