doclisboa
Doclisboa 2025
October 16-26 O Doclisboa pretende questionar o presente do cinema, em diálogo com o seu passado e assumindo o cinema como um modo de liberdade.
17/05/2026
Há 36 anos, a OMS retirou a homoss*xualidade da Classificação Internacional de Doenças, abrindo caminho à despatologização das identidades LGBTQIA+. Hoje, quando Portugal retrocede na autodeterminação de género e persistem números de violência contra pessoas q***r, o 17 de maio segue como uma data de resistência e memória.
Neste post, damos-te uma lista de sugestões de edições passadas do Doclisboa que retratam as formas de discriminação, resistência e exclusão enfrentadas diariamente por pessoas LGBTQIA+.
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36 years ago, WHO removed homos*xuality from the International Classification of Diseases, paving the way for the depathologization of LGBTQIA+ identities. Today, as Portugal takes a step backward on gender self-determination and violence against q***r people continues, May 17 remains a day of resistance and remembrance.
In this post, we provide a list of recommendations from past editions of Doclisboa that depict the forms of discrimination, resistance, and exclusion faced daily by LGBTQIA+ people.
🎥 “It’s not Fado, It’s Fa**ot Fado” (2022), by Erin Macpherson. By reclaiming the scars that homophobia and transphobia have given them, Fado B***a exposes what Fado music could have been if society were more accepting.
🎥 “Life Is Not a Competition, But I’m Winning” (2023), by Julia Fuhr Mann. A collective of q***r athletes sets out to honour those who were excluded from the winners’ podium. Together they create a radical utopia far from the rigid gender rules in competitive sports.
🎥 “Times of Desire” (2020), by Raquel Marques. A new place in the world is revealed while Bea is confronted with loss and what she imagines will come. In the house that prepares itself to embrace change, fears dwell. An unforeseen loneliness also seems to be part of her desire, that of being a mother without a partner and a le***an.
🎥 “In Hell with Ivo” (2025), by Kristina Nikolova. Hailing from Bulgaria, a conservative country where virtually no one is openly gay, emerges the flamboyant performance artist and musician Ivo Dimchev. Rejected by his family, Ivo invites us into his life, displaying himself with no shame and embracing his narcissism, s*x addiction and confrontational nature.
🎥 “Atopia” (2012), by Olivier De Vos. An introspective essay about the search for a place that exists between reality and imagination: a placeless place made up out of dreams, chimeras and a desire for gender fluidity.
🎥 “Casa Susanna” (2022), by Sébastien Lifsh*tz. In the 1950s and 1960s, deep in the north american countryside, a small wooden house was home to the first clandestine network of cross-dressers. Diane and Kate, now 80 years old, relate this forgotten but essential chapter of the early days of trans-identity.
🎥 “Playback” (2019), by Agustina Comedi. Far away from Argentina’s capital city, the end of a military regime promises a spring that doesn’t last long. ‘La Delpi’ is the only survivor from a group of transgender women and drag queens, who began to die of AIDS in the late 1980s. Today, the images of a unique and unknown footage are not only a farewell letter, but also a friendship manifesto.
🎥 “100 Ways to Cross the Border” (2022), by Amber Bemak. A self-reflexive documentary on the performance artist Guillermo Gómez-Peña’s 40-year career with La Pocha Nostra. When the media is filled with demonizing stories about the US–Mexico border, the film presents the philosophical frameworks of an artist with a dedication to artistic interventions on that border.
🎥 “The Beach of Enchaquirados” (2019), Iván Mora Manzano. Vicky is a fisherman by day and bar owner at night. When she was a little boy her dream was to be a radio soap opera star; nowadays she dreams of falling in love again.
🎥 “One Minute Is an Eternity for Those Who Are Suffering” (2025), by Fábio Rogério and Wesley Pereira de Castro. The protagonist place in Sergipe is the whole universe, with his most beloved ones: his mother, the animals, the plants, the books and the films. Between personal diary and a treatise about what it means to be human, the claustrophobia of fear and dreams that are bigger than reality, and the natural fluids and the abstraction of pixels, cinema is being born.
16/05/2026
[PT below] In partnership with the Slow Pitch – ZagrebDox Pro 2026 program, Nebulae 2026 will host the project “Transformation Stories from Akbelen Forest,” directed by Selen Çatalyürekli and produced by Zeyneb Gültekin (Nar Film, Turkey).
The project is told through an ecofeminist lens - a work that explores personal change and imagines a just transition from extraction toward regenerative, gender-aware futures.
Nebulae, Doclisboa’s Industry Space, takes place within the context of the festival and features a series of activities such as roundtables, project presentations, and creative and critical workshops.
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Em parceria com o programa Slow Pitch - ZagrebDox Pro 2026, o Nebulae 2026 receberá o projecto "Transformation Stories from Akbelen Forest," dirigido por Selen Çatalyürekli e produzido por Zeyneb Gültekin (Nar Film, Turquia).
O projecto é contado através de uma perspectiva ecofeminista - uma obra que explora a transformação pessoal e imagina uma transição justa da extracção para futuros regenerativos e sensíveis às questões de género.
O Nebulae, o Espaço de Indústria do Doclisboa, decorre no contexto do festival e traz uma série de actividades como mesas redondas, apresentações de projectos e laboratórios de criação e crítica.
08/05/2026
Em Maio de 1968, estudantes tomaram as ruas de Paris contra a guerra e a desigualdade. Uma revolução cultural, política e geracional que ecoou pelo mundo inteiro até aos dias de hoje.
No cenário actual em Portugal, onde estudantes enfrentam rendas e propinas incomportáveis e a investigação é dominada pela precariedade, reflectimos sobre a importância da desobediência estudantil e o trabalho académico como forma de resistência, através duma selecção de filmes que passaram pelo Doclisboa.
🎥 “June Turmoil” (1969), de Želimir Žilnik, documenta manifestações de estudantes, em Belgrado, em Junho de 1968, capturando a imersão dum actor profissional numa situação de vida real: Stevo Žigon declama, em frente a uma imensa multidão, o monólogo de Robespierre extraído de “A Morte de Danton”, de Büchner.
🎥 “We Demand” (2016), de Kevin Jerome Everson e Claudrena N. Harold, conta a história do movimento contra a Guerra do Vietname na perspectiva de James R. Roebuck, um afro-americano que estudou na Universidade da Virgínia no entre os anos 60 e 70.
🎥 “United Red Army” (2007), de Kōji Wakamatsu. Em 1972, 14 membros do Exército Vermelho Unido foram executados, durante sessões de “autocrítica”. Os sobreviventes resistiram à polícia durante dias, num dos momentos cruciais da história do Japão. Este filme debate a radicalização das universidades nipónicas nos anos 60.
🎥 “Whoever Loves the Earth” (1974), de Joachim Hellwig, Uwe Belz, Jürgen Böttcher e Harry Hornig mostra o X Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes em Berlim Oriental em 1973. Sem comentários, vive apenas do som original dos estudantes em discussão, contributos musicais, discursos e apresentações, com particular destaque à activista Angela Davis.
🎥 “Cosas de mujeres” (1978), de Rosa Martha Fernández. Os anos 1970, no México, foram marcados pelo nascimento do movimento feminista e pelo surgimento de um novo cinema independente. O colectivo Cine Mujer, de várias alunas do Centro Universitário de Estudos Cinematográficos, realiza um trabalho sobre o ab**to no México, que eventualmente resultaria neste filme, apresentando o caso de uma jovem estudante submetida à humilhação de um médico que pratica a operação clandestinamente e a leva a ser hospitalizada.
🎥 “74” (2012), de Rania Rafei e Raed Rafei. A 19 de Março de 1974, estudantes ocuparam a Universidade Americana de Beirute, revoltando-se contra o aumento de 10% das propinas. O protesto foi parte de um vasto movimento exigindo mudança no país. A 13 de Abril de 1975, eclodiu a Guerra Civil Libanesa, pondo fim a todos os movimentos sociais. Em 2011, sete jovens activistas políticos recriaram a revolta estudantil de 1974, ao eclodirem revoluções por todo o mundo árabe.
🎥 “Pride” (2021), de Kevin Jerome Everson e Claudrena N. Harold. Em 1975, estudantes da Universidade da Virgínia lançaram Pride, uma publicação mensal intelectualmente estimulante que cobria artes, cultura, história e política, sob orientação da Aliança de Estudantes Negros. Situado em Charlottesville, no início dos anos 1990, o filme acompanha uma aspirante a escritora enquanto ela finaliza notícias para a última edição de Pride.
🎥 “Not a Carwash” (2012), de Gentian Koçi. O realizador Kujtim Cashku tentou realizar uma conferência de imprensa para discutir uma disputa de terras com a sua escola de cinema e dirigentes municipais. A polícia interrompeu a concentração pacífica e tentou tomar o jardim e o cinema ao ar livre da escola. O filme capta os dias dramáticos que se seguiram quando alunos, professores, activistas e amantes de cinema tentaram impedir que o ecrã fosse destruído pela polícia e interesses empresariais.
🎥 “Winners fight” (2023), de Mukesh Kumaravel. Setembro, Universidade de Paris-Nanterre. Uma centena de alunos não tem colocação no início do ano lectivo. Perante esta situação, decidem fazer ouvir as suas vozes e junta-se-lhes uma união estudantil numa luta de vários meses.
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