Security Magazine
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11/06/2026
As relações sociolaborais, – impulsionadas pelas transformações profundas no mercado de trabalho, pela hiperconectividade digital e pressão para se obterem determinados objectivos em espaços de tempo cada vez mais curtos, com exigências de respostas rápidas face à concorrência transnacional e global alicerçada numa desregulamentação selvagem, em que o trabalhador é tratado como um número tal qual os seus antecessores na revolução industrial, entre outras causas, – contribuíram para o surgimento de novos riscos socioprofissionais em contexto ocupacional, com repercussões na sua saúde física, fisiológica e psicológica.
É o que designamos por riscos psicossociais ocupacionais. Entre eles destacam-se o aumento excessivo da carga laboral, em que os trabalhadores dificilmente conseguem cumprir os objectivos; a desregulamentação horária, em que os empregadores incentivam a hiperligação ocupacional para lá do expediente, não respeitando minimamente a vida pessoal, social e familiar do trabalhador, procurando até desequilibrá-la e confundi-lo na gestão de papeis; e o ritmo de trabalho atípico, com prazos por vezes irrealistas de se materializarem. A estes acrescem a ausência de controlo da tarefa por parte do trabalhador, relegando-o para um papel secundário; a insegurança em termos da regulamentação contratual, aumentando a precarização; e o isolamento ocupacional, que amplia as dificuldades de comunicação e interajuda, uma vez que a “máquina” se tornou o parceiro por excelência na “ilha do openspace”.
➡️ Saiba mais em https://www.securitymagazine.pt/2026/06/03/burnout-um-risco-psicossocial-silencioso
08/06/2026
Por Bruno Castro – Fundador & CEO da VisionWare. Especialista em Cibersegurança e Análise Forense
A Europa gosta da expressão ‘autonomia estratégica’. Soa bem em discursos, relatórios, cimeiras. Tem aquele ar de projeto histórico, quase inevitável, contudo, quando se passa da teoria para a prática, da intenção para a compra, a realidade é bem mais desconfortável e a dependência estrutural dos Estados Unidos continua lá, intacta.
Por um lado, há quem defenda que a Europa precisa de reduzir dependências críticas; não apenas por orgulho político, mas antes por pragmatismo. Cadeias de abastecimento militar, sistemas de comando, satélites, inteligência, cloud, software de defesa – tudo isto é poder operacional. E poder operacional, em contexto de guerra ou dissuasão, não pode estar totalmente fora do controlo europeu.
Nesta leitura, apostar em capacidades próprias, mesmo em áreas como a inteligência artificial militar ou sistemas integrados de combate, não é “desafiar” os Estados Unidos. É somente corrigir um desequilíbrio estrutural que se foi acumulando ao longo de décadas de subinvestimento europeu na defesa, e que, como bem sabemos, foi a própria Europa a voltar a incentivar o mesmo investimento em defesa.
➡️ Saiba mais em https://www.securitymagazine.pt/2026/06/03/vira-o-disco-e-toca-o-mesmo-versao-defesa-europeia
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