Psicólogo- Rui Ribeiro
Psicologia Clínica
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E se soubéssemos que vamos morrer… viveríamos da mesma forma?
A decisão de Tiago Pitthan de preparar o seu próprio velório em vida não é um culto da morte. É, talvez, um dos maiores atos de amor pela vida.
Vivemos como se a morte fosse um assunto proibido. Evitamos dizê-la, escondemo-la, fingimos que está sempre longe. Mas é precisamente esse silêncio que alimenta o medo.
Falar sobre a morte não faz com que ela chegue mais cedo. Faz com que a vida ganhe mais significado. Permite dizer "amo-te" enquanto há tempo, pedir perdão, agradecer, fechar ciclos e escolher o que realmente importa.
Como psicólogo, acredito que a saúde mental também passa por aceitar que somos finitos. Quando olhamos a morte de frente, deixamos de desperdiçar tantos dias a sobreviver e começamos, verdadeiramente, a viver.
A morte não é o contrário da vida. É parte dela. E talvez seja por isso que a morte seja um dia que vale a pena viver.
Enquanto muitos filhos reclamam do que falta…
há crianças que seguem em frente com o pouco que têm.
Debaixo da chuva, ela não reclama, não desiste…
continua ali, sem saber se vai conseguir vender uma única rosa.
Há crianças que têm tudo…
e mesmo assim vivem revoltadas.
Outras têm quase nada…
e ainda carregam força no olhar.
Valoriza o que tens.
Ensina os teus filhos a agradecer mais e reclamar menos.
A vida precisa de mais gratidão, empatia e consciência.
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