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27/09/2015
Existem dois tipos de salas esgotadas: as que se limitam a ocupar o espaço dedicado ao concerto e as que se tornam sinergia perante a harmonia dos músicos e da plateia em redor. António zambujo não é só um cantautor que esgota salas, ele forma uma harmonia com o público destas.
Em jeito de celebração, não fosse o dia do festejo dos seus 40 anos, Zambujo entra em palco agradecido pelo espaço confortável, após “tantos concertos dados em cima de camiões e palcos improvisados”, posto em suas palavras.
Acompanhado por mais 4 músicos, a guitarra portuguesa foi o segundo protagonista da noite, dando asas a sentidos solos. Os instrumentos de sopro foram delicados e o contrabaixo pautou o ritmo da noite, atrás da guitarra e da carregada voz de Zambujo.
Houve tempo para gargalhadas, para os clássicos e para dois encores, visto as palmas do público chamarem sempre Zambujo, na última das visitas, sozinho com a sua guitarra, debaixo de uma luz só.
António Zambujo tem a capacidade de encher um espaço em número e em voz. Nas palavras de Zambujo, ficou só a faltar o pão-de-ló.
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