Atelier Backlar
Architecure & Design .
15/09/2025
FINALISTA.Para votar basta aceder ao link. Obrigada.
🗳️ : https://www.marchmaterials.com/dashboard
Atelier Backlar, com o projecto The Blue House- é finalista nos Maarch Awards - concurso internacional de arquitectura sustentável. Para além de ser uma excelente plataforma de recolha de informação sobre alternativas sustentáveis de materiais de contrução, será um arquivo intuitivo para divulgação de soluções de projecto mais responsáveis pelo equilibrio do ecosistema.
MARCH MARCH materials beta application
30/03/2025
01/08/2024
« O risco de estarmos ao ar livre não é suficiente para a gravidade de nos mantermos fechados em casa » Artigo: https://e.pcloud.link/publink/show?code=XZJLRgZvFMn7lkLWMfK8MdI2NIi4hH7m4Wk de arquitectura Açores
24/07/2024
🚨E as lojas âncora nos CENTROS históricos?Será que ajudava na reabilitação urbana?Postos de trabalho talvez duplicassem.
Artigo: https://correiodosacores.pt/2024/06/22/retail-mind-group-vai-construir-complexo-comercial-azores-retail-park-na-grotinha-que-vai-trazer-novas-lojas-ancora-e-criar-novos-200-postos-de-trabalho/
20/04/2024
https://www.premiosnacionaisarquiteturaforma.com/finalistas23
A Blue House Azores é um projecto de habitação unifamiliar, com fins turísticos, desenvolvido num diálogo que combina preocupações ambientais e soluções para a implementação de uma economia circular, através de uma abordagem arquitectónica focada, não apenas na funcionalidade, conforto e estética mas, sobretudo, numa visão sustentável e actual, sobre o posicionamento e compromisso da arquitectura, na proteção do ecossistema.
O desafio na prática da Arquitectura passa pela inovação e competitividade, através do encontro de soluções responsáveis, que permitam garantir as necessidades das gerações presentes e a estabilidade das gerações futuras.
06/12/2023
Roteiro de arquitetura dos Açores | Blue House Uma nova forma sustentável de ser
Da autoria dos arquitetos Carolina e Jeremy Backlar do Atelier Backlar, a Blue House é uma moradia para fins turísticos que está localizada na costa Norte da Ilha de São Miguel e beneficia de uma localização privilegiada sobre o mar junto ao Porto das Capelas.
Erguida como um volume que nasce das ruínas, esta casa parece sair de um romance pelo caráter excecional que assume no contexto. A pedra de basalto, trabalhada por uma equipa local, prende a casa ao sítio, mas tudo o resto nos transporta para um lugar novo, imaginário.
A fachada revestida de plástico reciclado do oceano na cor azul replica os tradicionais barrotes de madeira, mas oferece-nos uma plasticidade nova que tem tanto de futuro como de passado.
A envolvente é trazida para dentro casa, pela estratégica abertura de vãos que se entrelaçam com as paredes de basalto e que nos oferecem o mar como se de um privilégio se tratasse.
No interior da casa respira-se a leveza de um habitar simples e despojado, mas pensado ao pormenor, onde é manifesto o uso de matéria-prima local, como as madeiras de criptoméria e acácia. É-nos ainda proposto um novo olhar sobre objetos comuns, de que é exemplo a fechadura tradicional, reinterpretada pelos arquitetos em colaboração com um carpinteiro local, um objeto singular que se questiona a si mesmo e que, mais uma vez, tem tanto de futuro como de passado.
Esta casa propõe um método de construção não tradicional, recusando a utilização de blocos de cimento mais popularizada. Deste modo, introduz nos Açores um novo sistema de construção rápida e sustentável – painéis SIP (Structural Insulated Panel) – que é composto de painéis de madeira com isolamento integrado e que se diferencia de outros sistemas pré-fabricados porque os painéis são construídos à medida do projeto através de um processo totalmente informatizado que conduz a zero desperdício em obra. Este sistema garante ainda uma eficiência térmica do edifício, alinhando-se com a visão sustentável dos arquitetos sobre a construção.
O desafio atual em matéria da sustentabilidade tem tanto de fundamental como de transversal, começando no cliente, passando pelo projetista e terminando no construtor. Trata-se de minimizar o impacto ambiental das construções e garantir que antes de as realizar (quer seja na extração de matéria-prima ou nos métodos implicados no desenvolvimento da solução construtiva), durante a sua realização (nomeadamente na quantidade de entulho gerado pelas obras) e após a sua realização (pela otimização da energia elétrica dispensada para a manutenção dos espaços), sejam pensadas para garantir a qualidade de vida das gerações atuais e futuras.
Assim se assume este projeto, que não se sujeita ao modo usual de fazer. Impõe-se, antes, como um lugar de descoberta, que não segue o tempo em linha reta, alternando entre o passado e o futuro, conduzindo-nos a uma nova forma sustentável de ser.
Flávia Almeida, Arquiteta
AÇORIANO ORIENTAL, 04/10/2023
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