Stgssp
Sindicato dos Trabalhadores das Grandes Superfícies, Armazéns e Serviços de Portugal
08/01/2026
10/12/2025
O STGSSP aderiu à Greve Geral convocada pela CGTP e UGT para amanhã, 11 de dezembro.
Esta paralisação é uma resposta urgente e necessária contra o novo "Pacote Laboral" do Governo e a degradação contínua das condições de vida em Portugal.
Sabemos que, por esta altura do ano, muitas empresas utilizam os prémios de assiduidade/produtividade como arma para condicionar a adesão à greve. Estas atitudes são ilegais e, no caso improvável de se concretizarem essas ameaças, tomaremos ação contra a empresa com vista à devida reposição desses valores.
*O Contexto: Lucros Milionários vs. Empobrecimento de Quem Trabalha*
O STGSSP denuncia a profunda desigualdade que assola o país. Enquanto 20 grandes grupos económicos reportam lucros superiores a 30 milhões de euros por dia, metade dos trabalhadores portugueses sobrevive com um salário base bruto de apenas €940.
A situação é agravada por uma inflação acumulada de 35% nos bens alimentares nos últimos quatro anos, empurrando 20% das crianças para a pobreza devido aos baixos rendimentos das famílias.
O STGSSP sublinha que a riqueza gerada é suficiente para aumentos salariais imediatos, incluindo uma atualização do Salário Mínimo Nacional para €1000 já em janeiro de 2026.
*Os Motivos da Greve: Ataques aos Direitos*
O novo pacote legislativo, apresentado pelo Governo sob o pretexto de "modernização", representa na realidade um retrocesso histórico. O STGSSP destaca os pontos mais críticos que motivam esta greve:
● Precariedade Vitalícia: O Governo pretende permitir contratos a prazo para postos permanentes e aumentar a duração dos contratos a termo (de 2 para 3 anos) e incertos (de 4 para 5 anos), condenando os jovens e novos trabalhadores a uma instabilidade perpétua.
● Trabalho Gratuito e Desregulado: A imposição de bancos de horas que permitem jornadas de 10 horas diárias sem pagamento de horas extras, retirando rendimento essencial às famílias.
● Facilitação do Despedimento: A eliminação da obrigatoriedade de reintegração em casos de despedimento ilegal (bastando pagar indemnização) e a possibilidade de os
trabalhadores serem coagidos a "renunciar" a créditos salariais.
● Destruição da Contratação Coletiva: Facilita-se a caducidade dos acordos coletivos (ao fim de 4 anos) e retiram-se restrições ao outsourcing, permitindo despedir trabalhadores com direitos para contratar externos mais baratos.
● Ataque à Parentalidade e Greve: Mantêm-se obstáculos às licenças de amamentação e pretende-se impor serviços mínimos decretados por lei em setores como escolas e serviços sociais, numa tentativa de amordaçar o direito à greve.
Não podemos aceitar que, num país onde 54% dos jovens já têm vínculos precários, o Governo apresente leis que legalizem a instabilidade e o abuso patronal.
Esta Greve Geral não é apenas para travar este pacote legislativo nocivo, é para exigir uma vida digna. Se há 30 milhões de lucro por dia para os donos das grandes empresas, tem de haver salários justos para quem produz essa riqueza.
*O STGSSP apela a todos os trabalhadores que se juntem à luta no dia 11 de dezembro. É tempo de dizer basta à política de baixos salários e ao ataque aos nossos direitos.*
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