Espaço Azul e Branco

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10/07/2020

Três golos e duas mãos no título que parece já não escapar à equipa azul e branca. Vitória que, no cômputo geral, assenta bem à melhor equipa em campo ou pelo menos, àquela que mostrou mais vontade em sair com os três pontos.

O Tondela que adotou uma estratégia ligeiramente distinta daquela que tem vindo a apresentar, apresentando-se com uma linha de 3 mais recuada, procurando na primeira parte incomodar o FC Porto logo na sua primeira fase de construção, com um bloco subido e pressionando alto a saída (também a três) dos dragões com Pepe, Mbemba e Uribe/Sérgio (à vez). Face a esta mudança tática da equipa beirã, o FC Porto procurou na primeira parte um jogo mais apoiado, com uma saída mais "limpa", no chamado campo grande (largura e profundidade dada pelos laterais, falsos extremos Corona e Otávio por dentro) conseguindo penetrar o bloco adversário mas sem perigo (denota-se mais uma vez muitas dificuldades do FC Porto na criação de oportunidades, faltando muitas vezes qualidade na definição já no último terço). A única ocasião pertenceu mesmo a Marega, após cruzamento de Corona, que cabeceou para um grande intervenção de Babacar (destaque do Tondela na primeira parte).

Os segundos 45 minutos foram bem distintos e muito disso se deve ao golo madrugador portista que surge (mais uma vez) do chamado quinto momento do jogo, a bola parada. Parece cada vez mais ser o desbloqueador de jogos dos pupilos de Sérgio Conceição, que são bastante fortes neste particular, o que mostra o trabalho ef**az que é feito ao nível dos esquemas táticos ofensivos. Alex Telles tira um cruzamento milimétrico e Danilo (recém-entrado) fez o gosto à cabeça e empurrou o FC Porto para um jogo mais tranquilo. Ou pelo menos era isso que se especulava. A partir do golo, a equipa azul e branca baixou as suas linhas e mostrou novamente as dificuldades que tem a gerir o jogo com bola, mostrando ser uma equipa que prefere sofrer sem a redondinha do que controlar o jogo tranquilamente com posse. Mas a verdade é que o FC Porto soube sofrer e em lance de contra-ataque (iniciativa de jogo dada ao adversário de forma estratégica para depois sair em rápidas transições ofensivas, aproveitando os espaços livres que o Tondela deixava), Tecatito voltou a mostrar que é capaz de desequilibrar nos corredores laterais e também no corredor central, onde fez mais uma assistência para Marega encostar para o segundo. Seguiu-se mais sofrimento e infantilidade de Uribe (que até estava a fazer uma exibição bem conseguida) a cometer falta para pontapé de penalty, que o Tondela aproveitou para reduzir. Até ao fim do jogo, o FC Porto ainda contou com a chamada "estrelinha de campeão" com defesa de Marchesín a salvar os três pontos e Marega ainda foi protagonista pelas boas razões primeiro (ganhou o penalty do 1-3 final) e depois pelas más razões (atitude lamentável e que em nada dignif**a a camisola que veste). Um profissional de futebol também se vê pelas atitudes extra-futebolísticas (veja-se Alex Telles na última jornada) e o maliano mostrou egoísmo e falta de companheirismo para com Fábio Vieira (mais um golo do menino que, quando entra, acrescenta de facto muita qualidade ao jogo portista).

O jogo que se segue é no Estádio do Dragão frente ao Sporting CP, que em caso de empate ou vitória, dá título ao FC Porto (podem nem ser necessários um desses dois resultados se o SL Benf**a perder ou empatar na Luz frente ao Vitória SC). Corona, Uribe e Sérgio Oliveira estão fora desse jogo e perspetivam-se então mudanças no onze inicial (Vitinha e Fábio Vieira espreitam a sua oportunidade).

O líder segue firme e até ao fim ninguém desarma porque afinal... o 29º campeonato está ali tão perto!

06/07/2020

Fábio sorriu, Sérgio Conceição sorriu e nós, adeptos portistas, sorrimos. É presente e futuro.

Nota para atitude de capitão de Alex Telles, que com o jogo arrumado, permitiu a realização de um sonho de miúdo do Fábio: marcar do Estádio do Dragão. Golaço!

03/07/2020

O gosto é sempre um pouco subjetivo, variando de pessoa para pessoa e, neste caso, de adepto para adepto. Independentemente das cores e do padrão do equipamento, o mais importante é o símbolo estampado ao peito que representa o Futebol Clube do Porto. Que esta nova pele do dragão para 2020/2021 traga alegrias e sobretudo títulos!

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