Enquadro do dia

Enquadro do dia

Share

uma página despretensiosa, de uma apaixonada por pintura, com o objetivo de contar algumas históri Espero que vocês curtam

Photos 08/25/2017

Dança da vida - Edvard Munch
1899 (óleo sobre tela, 125 x 191 cm)

Uma dança tem início, movimento e fim. Quando Munch pintou a Dança da vida, ele queria representar exatamente esse desenrolar, usando no quadro, a mulher. No canto esquerdo, temos uma mulher com feição feliz, vestida de branco - o início. Ela representa a inocência e a esperança. Sua postura, mãos abertas mostram uma abertura ao que a vida pode trazer. No meio, um casal dançando abraçado. A mulher de vermelho, cor que, na arte, representa a sexualidade, a paixão e a culpa. Aqui, a vida em seu auge: depois do conhecimento e da experiência. Mas, repare nos rostos do casal. Meio cadavérico, né? Munch, sempre muito lúcido quanto à natureza humana, quis retratar a contradição entre a vida e a morte. Uma lembrança constante do fim que nos aguarda. No canto, como a derradeira face da vida, a mulher de preto. A morte. Semblante fechado. Já não é aberta ao novo, viveu demais e sabe que tudo é v***r. Fim da música.

08/24/2017

Trem blindado em ação - Gino Severini
1915 (óleo sobre tela, 115,8 x 88,5 cm)

Com formas geométricas, cores vivas e a impressão de movimento, esse quadro, pintado no ano em que a Itália entrou na 1ª Guerra, retrata cinco pessoas, sem rosto, ameaçadoras, agachadas em uma locomotiva, atirando juntas. O quadro foi pintado de um ponto de vista aéreo, o que fortalece a ideia de Severino como observador. Severini não lutou na guerra, porém, como os outros futuristas, acreditava que "a guerra é um motor para a arte" e se deslumbrava com a mecanização presente nela. Nota-se o movimento do trem na divisão dos planos de cor (azul, verde e vermelho) que exemplifica o estilo cubista da obra, retratando várias perspectivas ao mesmo tempo.

08/22/2017

O grito - Edvard Munch
1893 (óleo sobre cartão, 93 x 75,5 cm)

Um homem, atormentado, desesperado, que não vê na paisagem, nada além de sua dor. Em contrapartida, dois amigos, com sentimentos sólidos, como a ponte em que todos estão. Esse é o grande contraste de O grito. Há outros: as linhas curvas do art noveau representando a ansiedade versus as linhas retas representando a lucidez; as cores quentes do exterior versus as cores frias no personagem central.
Esse quadro tornou Munch um dos precursores do expressionismo e faz parte de uma série chamada O friso da vida, que possui quadros que retratam o amor, a ansiedade, o pânico. Munch foi marcado pela perturbação mental durante sua vida e suas telas são um reflexo disso.
O poema abaixo foi escrito por Munch e retrata a experiência que o inspirou a pintar O grito.

"Passeava com dois amigos ao pôr do sol quando
o céu ficou de súbito vermelho-sangue.
Eu parei, exausto, e inclinei-me sobre a vedação.
Havia sangue e línguas de fogo
sobre o azul-escuro do fiorde e sobre a cidade.
Os meus amigos continuaram,
mas eu fiquei ali a tremer de ansiedade
e senti o grito infinito da Natureza."
Edvard Munch

Want your establishment to be the top-listed Arts & Entertainment in Chicago?
Click here to claim your Sponsored Listing.

Category

Art

Website

Address


111 S Michigan Ave
Chicago, IL
60603-6404